Um levantamento realizado por uma empresa especializada em gestão de benefícios revelou um forte aumento no número de mulheres afastadas do trabalho em decorrência de violência nos últimos anos. Entre 2023 e 2025, os registros cresceram 152%, segundo a análise baseada em dados de cerca de quatro milhões de trabalhadores, dos quais 47% são mulheres.
De acordo com o estudo, 58 afastamentos por episódios de violência contra a mulher foram registrados em 2025. O número é 17 casos maior que os 41 contabilizados em 2024 e mais que o dobro dos 23 registros observados em 2023, indicando uma escalada preocupante da situação.
A análise aponta que a agressão física é a principal causa das licenças médicas, representando 85% das ocorrências. No entanto, os prontuários também apontam outros tipos de violência, como maus-tratos, negligência e até violência sexual, como fatores que levaram à interrupção das atividades profissionais.
O estudo também identificou diferenças regionais. O São Paulo aparece na liderança do ranking, concentrando quase metade de todos os afastamentos registrados no país. Na sequência estão os estados do Paraná, Goiás e Pernambuco.
Os dados reforçam o alerta de especialistas sobre a necessidade de ampliar políticas de proteção às mulheres e mecanismos de apoio às vítimas dentro e fora do ambiente de trabalho.
