Depois de mais de duas décadas de espera, a sequência do aclamado filme “A Paixão de Cristo” finalmente tem data marcada para estrear. Intitulada “A Ressurreição de Cristo”, a produção dirigida por Mel Gibson será dividida em duas partes e chegará aos cinemas em 2027.

O anúncio foi feito na última terça-feira (6) pelas produtoras Lionsgate e Icon Productions. A primeira parte, “A Ressurreição de Cristo: Parte Um”, será lançada na Sexta-feira Santa, 26 de março de 2027. Já a segunda parte tem estreia marcada para o Dia da Ascensão, 6 de maio de 2027.

O ator Jim Caviezel, que deu vida a Jesus Cristo no filme original de 2004, retorna ao papel aos 56 anos. Também estão confirmados no elenco Maia Morgenstern (Maria) e Francesco De Vito (Pedro), reprisando seus personagens.

Envolvimento espiritual e preparação intensa

Durante entrevista ao programa Arroyo Grande, Caviezel compartilhou que sua preparação tem sido marcada por uma intensa batalha espiritual.

“Não se trata apenas de atuar como Jesus, é preciso ser tocado por Ele”, declarou o ator.

Para se aprofundar espiritualmente, ele está lendo o livro “Cartas de um diabo a seu aprendiz”, do autor cristão C.S. Lewis, obra que explora a luta entre o bem e o mal.

O roteiro da nova produção vem sendo desenvolvido desde 2016 por Mel Gibson, em colaboração com Randall Wallace, roteirista de Coração Valente. Segundo Gibson, a sequência não será uma simples continuação, mas abordará temas espirituais profundos.

As filmagens devem começar ainda este mês, nos estúdios Cinecittà, em Roma — o mesmo local usado para o primeiro longa. As gravações também acontecerão em outras regiões da Itália, como Matera, Ginosa, Gravina, Laterza e Altamura.

Até o momento, não há previsão para a estreia no Brasil.

Sucesso de bilheteria e legado

Lançado em 2004, “A Paixão de Cristo” tornou-se o filme com classificação R de maior bilheteria da história nos Estados Unidos e foi indicado a três prêmios Oscar.

Em uma conversa no podcast Joe Rogan Experience, Mel Gibson revelou as dificuldades enfrentadas para levar o projeto original adiante:

“Houve muita resistência. A proposta era mostrar que todos somos responsáveis. O sacrifício foi por toda a humanidade e pelos pecados que carregamos. Eu acredito na redenção.”

Mesmo com os obstáculos, Gibson afirmou que dirigir o filme foi uma honra. O diretor, frequentemente citado como um dos cristãos mais influentes de Hollywood, agora se prepara para entregar uma continuação que promete emocionar o público e aprofundar a mensagem central da fé cristã.

Jim Caviezel em “A paixão de Cristo” (2004). (Foto: Divulgação).