Um paciente do SUS (Sistema Único de Saúde) entrou para a história da medicina brasileira na última terça-feira (30) ao ser submetido à primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância realizada em um hospital filantrópico do país. A cirurgia aconteceu entre o Hospital de Amor da Amazônia, em Porto Velho (RO), e o Hospital de Amor, em Barretos (SP), com cerca de 2.700 quilômetros de distância entre as duas unidades.

A intervenção foi realizada para tratar um câncer de reto. Enquanto a equipe presencial em Porto Velho prestou assistência direta ao paciente, os especialistas em Barretos acompanharam todo o procedimento e controlaram remotamente os instrumentos robóticos.

Para garantir a segurança da operação, os ministérios das Comunicações e da Saúde, em parceria com o Hospital de Amor, desenvolveram um protocolo específico de conectividade para telecirurgias robóticas. A operação utilizou duas conexões independentes de fibra óptica, redundância em rede 5G e uma VPN dedicada, assegurando estabilidade e resposta praticamente em tempo real durante toda a cirurgia. Um dos principais requisitos foi manter a latência abaixo de 100 milissegundos, considerada essencial para esse tipo de procedimento.

O procedimento representa um marco para a medicina brasileira e evidencia o potencial da telecirurgia para ampliar o acesso a tratamentos de alta complexidade, permitindo que pacientes de regiões distantes sejam atendidos por especialistas sem a necessidade de deslocamento.