A Polícia Militar do Estado de São Paulo celebrou nesta segunda-feira, 12 de maio, os 71 anos da criação da Polícia Feminina, um dos capítulos mais importantes da história da segurança pública brasileira. A data marca o início oficial da atuação das mulheres nas forças policiais do país, abrindo caminho para gerações que transformaram coragem em farda e vocação em serviço.

A trajetória começou em 1955, com a criação do Corpo de Policiamento Especial Feminino da Guarda Civil de São Paulo, considerado o primeiro da América Latina. O projeto teve apoio do então governador Jânio Quadros e foi liderado por Hilda Macedo, pioneira que entrou para a história como a primeira comandante da corporação feminina.

Naquele período, apenas 12 mulheres foram selecionadas entre dezenas de candidatas para integrar a nova força policial. O grupo ficou eternizado como “As 13 mais corajosas de 1955”, símbolo de uma geração que enfrentou preconceitos e rompeu barreiras em um ambiente dominado por homens.

Décadas depois, a presença feminina dentro da Polícia Militar se consolidou em diferentes áreas da segurança pública, com atuação operacional, administrativa, estratégica e de comando.

Neste ano, outro marco histórico reforçou a importância das mulheres na corporação: a posse da coronel Glauce Anselmo Cavalli como primeira mulher a assumir o comando-geral da Polícia Militar paulista em quase dois séculos de existência.

A coronel Glauce Anselmo Cavalli, que assume o comando-geral da PM de São Paulo — Foto: Divulgação/SSP

Em homenagem à data, o 15º Batalhão da Polícia Militar do Interior destacou o trabalho das policiais femininas e reconheceu a dedicação, disciplina e coragem demonstradas diariamente no compromisso de proteger a população.

Entre sirenes, madrugadas e desafios diários, a presença feminina na PM deixou de ser exceção faz tempo. Virou história. Virou liderança. Virou símbolo de força dentro da segurança pública paulista.