Uma noite que parecia ensaio virou história sendo escrita ao vivo. A Igreja Presbiteriana Campus Tamboré foi tomada por vozes, mãos erguidas e um propósito claro: menos espetáculo, mais essência.
A cantora Julliany Souza gravou seu novo projeto audiovisual, “JESUS”, diante de mais de mil pessoas. Mas não foi só número — foi densidade. No palco, uma verdadeira força-tarefa do louvor nacional: Gabriela Rocha, Nívea Soares e o ministério Diante do Trono deram o tom de um encontro que mistura legado e renovação.
Louvor sem firula, direto na raiz
O projeto chega com oito faixas inéditas e autorais, mas com uma estratégia bem definida — sair da lógica “hit de plataforma” e voltar ao básico que sustenta: canções para a igreja cantar. Bíblia como briefing, congregação como cliente final. Simples assim.
Gravar na igreja onde Julliany congrega há anos não foi detalhe, foi posicionamento. O ambiente trouxe verdade crua, sem filtro. Na prática, o que se viu foi menos gravação e mais culto — daqueles que não cabem em roteiro.
Família como altar vivo
O ápice emocional veio com a releitura de “Eu e Minha Casa”. Ao lado do marido, Léo Brandão, e com a presença dos filhos gêmeos, Maria e José, Julliany transformou o palco em sala de estar — e a mensagem ficou clara: antes do microfone, vem o lar.
Foi aquele tipo de momento que não dá pra fabricar. Ou tem, ou não tem.
Consolidação com identidade
Julliany não está só lançando um projeto — está cravando território. Ela conecta a herança de nomes como Ana Paula Valadão e Nívea, com a força contemporânea de Gabriela Rocha, mas sem virar cópia de ninguém.
O álbum “JESUS” entra no jogo como um respiro num mercado inflado de produção e carente de propósito. Menos pirotecnia, mais Cristo no centro.
No fim do dia, o recado é direto: quando a essência volta, o resto se alinha.
