Troca de conhecimento, alinhamento de estratégia e pé no chão da realidade. A Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes abriu as portas nesta quinta-feira para nove guardas civis municipais em formação e reciclagem, em Franca.

A visita técnica teve um objetivo claro: aproximar as forças de segurança e mostrar, sem filtro, como funciona o combate ao tráfico de drogas na linha de frente. Quem conduziu a operação foi o delegado titular Alan Bazalha Lopes, que destacou o foco da unidade em investigações qualificadas, cumprimento de mandados e prisões em flagrante.

Nos bastidores da investigação, os escrivães Matheus (chefe da unidade) e Mateus apresentaram uma peça-chave do jogo moderno: a análise de celulares apreendidos. Hoje, o crime deixa rastro digital — e saber ler esse rastro virou ouro na produção de provas.

Os guardas também tiveram acesso a inquéritos já concluídos, entendendo na prática como nasce, cresce e se formaliza uma investigação criminal. Na sequência, o investigador-chefe Júlio trouxe o lado mais visual — e direto — da atividade: apresentou diferentes tipos de drogas apreendidas, detalhando embalagens e sinais que denunciam o tráfico.

A agenda avançou com reforço técnico da Delegacia Seccional de Franca. O investigador Daniel, professor da Acadepol, comandou uma palestra sobre manuseio seguro de armas de fogo e a importância do treinamento contínuo. Em segurança pública, prática sem preparo é risco — e risco não entra no planejamento.

Pra fechar com impacto, o Canil (K-9) entrou em cena. Os cães farejadores Zuk e Baruk deram um show de eficiência, demonstrando como localizam drogas, armas e munições com precisão cirúrgica.

No fim do dia, fica o recado: integração não é discurso, é prática. Quando as forças caminham juntas, o combate ao crime ganha escala, inteligência e resultado.