A missionária Heidi Baker compartilhou testemunhos marcantes sobre mais de duas décadas de trabalho missionário em Moçambique, onde atua ao lado do marido, Rolland Baker, levando o Evangelho a regiões pobres e não alcançadas do país africano.

Em entrevista ao Guiame, Heidi falou sobre milagres, perseguição religiosa, provisão divina e o crescimento do cristianismo em áreas antes dominadas pelo islamismo. O casal também lançou recentemente o livro Sempre Haverá o Suficiente, relatando experiências missionárias e a transformação espiritual vivida em comunidades moçambicanas.

Segundo a missionária, o chamado para a obra missionária aconteceu de maneira sobrenatural pouco depois de sua conversão nos Estados Unidos.

“Eu me converti ao Senhor e no dia seguinte fui batizada no Espírito Santo em uma pequena igreja pentecostal”, contou Heidi.

Ela relatou que, durante um período de jejum e oração, teve uma visão que mudou completamente sua vida.

“Fui envolvida por uma luz branca brilhante e ouvi a voz audível de Deus dizendo que eu havia sido chamada para ser missionária na África, Ásia e Inglaterra”, testemunhou.

Heidi afirmou que a experiência marcou o início de uma jornada missionária que já dura mais de 50 anos. Ao lado de Rolland, ela fundou a Iris Global em 1980. Após trabalhos missionários na Ásia, o casal se mudou para Moçambique em 1995, onde permanece até hoje.

Nas últimas duas décadas, a missão implantou milhares de igrejas, além de clínicas médicas, escolas, fazendas comunitárias e uma universidade. O que começou como uma semente em solo seco acabou virando floresta espiritual em meio à dor, à pobreza e à perseguição.

Rolland Baker. (Foto: rollandheidibaker.org).

Mesmo enfrentando ameaças de grupos extremistas, como Al-Shabaab e Estado Islâmico, os missionários afirmam continuar testemunhando conversões e milagres.

Um dos relatos mais marcantes compartilhados por Heidi foi a conversão de um feiticeiro que a confrontou durante uma missão evangelística.

Segundo ela, o homem usava cobras enroladas no pescoço e vivia acompanhado de uma mulher com lepra chamada Albertina. Movida por compaixão, Heidi disse ter abraçado e beijado as mãos da mulher, mesmo diante das feridas abertas.

A atitude impactou profundamente o feiticeiro, que decidiu abandonar o ocultismo e entregar sua vida a Cristo.

“Ele disse que queria aceitar Jesus como Salvador e seguir a Ele”, contou a missionária.

Heidi também relatou que, após oração, as cobras morreram milagrosamente e que Albertina foi curada da lepra dias depois.

Ao falar sobre os cristãos perseguidos em Moçambique, a missionária destacou a coragem e o espírito de perdão das igrejas locais.

“Eles preferem morrer do que negar a Cristo”, afirmou.

Heidi também compartilhou aprendizados sobre vida familiar no campo missionário. Mãe de 15 filhos, entre biológicos e adotivos, ela disse que precisou aprender a separar tempo para Deus e para a família.

“Toda semana reservamos 24 horas para estar juntos. Isso mudou muitas coisas para nós”, explicou.

A missionária ainda incentivou obreiros a não negligenciarem descanso e férias, afirmando que Deus continua sendo provedor mesmo em meio às dificuldades do ministério.

Ao comentar como cristãos brasileiros podem apoiar a obra missionária em Moçambique, Heidi destacou a importância da oração e da preparação de professores e missionários para atuar na Universidade da Iris e em escolas da missão.

Após mais de 20 anos servindo em Moçambique, Heidi resumiu seu maior desejo de forma simples:

“Quero estar mais perto de Jesus, ser mais humilde, mais cheia de amor, compaixão e misericórdia”, concluiu.