A real é simples: obra começa, trânsito muda e a cidade precisa girar junto. Franca entrou no modo “prevenção ativa” contra enchentes — e agora é execução no chão, sem conversa.
Franca inicia obras nos córregos para conter enchentes e muda trânsito em pontos estratégicos
Começaram nesta segunda-feira (4) as obras de intervenção nos canais dos córregos de Franca, com foco direto em reduzir os impactos das chuvas que, todo ano, testam o limite da cidade. É infraestrutura raiz: mexer onde ninguém vê pra evitar o caos que todo mundo sente.
As primeiras frentes já estão em operação em dois pontos críticos: no encontro das avenidas Antônio Barbosa Filho com Ismael Alonso y Alonso, na região do Posto Galo Branco, e também no Jardim Palmeiras, na zona Oeste.
E como toda obra grande cobra seu preço no curto prazo, o trânsito já sentiu o impacto. Na rotatória do Galo Branco, a Avenida Antônio Barbosa Filho foi totalmente interditada no sentido Centro até o trecho que liga às ruas Bolívia e Cuba, no Jardim Consolação. Traduzindo: motorista precisa recalcular rota e ter paciência no volante.
Como plano B — ou melhor, plano estratégico — a rua Couto Magalhães foi adaptada e agora opera temporariamente em mão única, com novos semáforos implantados para dar fluidez ao fluxo.
Pra quem precisa acessar o Franca Shopping ou seguir em direção à rodovia Cândido Portinari, o caminho mudou: o tráfego foi redirecionado pelas ruas Araxá, Caieiras e Célio Cerqueira, que também passaram por ajustes de sentido.
No Jardim Palmeiras, o cenário ainda é mais tranquilo. As intervenções começam de forma interna, sem impacto imediato no trânsito. Mas já está no radar um bloqueio total da rua Anésio Basílio dos Santos — ainda sem data definida.
E tem mais vindo aí. Ainda em maio, uma nova frente será aberta no Córrego Cubatão, na região do Viaduto Dona Quita. O projeto prevê o alargamento do canal, uma intervenção mais pesada, daquelas que mexem com a estrutura da cidade.
O cronograma é longo — segue até janeiro de 2027. Ou seja, não é sprint, é maratona. Mas a lógica é clara: investir agora pra não pagar mais caro depois.
No fim das contas, é aquela velha máxima que nunca sai de moda: obra incomoda hoje pra cidade respirar amanhã.
