Uma pesquisa liderada pela cientista biomédica Eva Gallegos tem chamado atenção da comunidade científica ao apresentar resultados promissores no tratamento do HPV e de lesões iniciais no colo do útero por meio da terapia fotodinâmica, um método considerado minimamente invasivo.

Repriodução via Internet: Eva Gallegos e sua equipe de pesquisa.

O estudo foi desenvolvido no Instituto Politécnico Nacional com mulheres diagnosticadas com HPV e neoplasia intraepitelial cervical de baixo grau, condição que pode anteceder o câncer do colo do útero.

A técnica utilizada combina substâncias fotossensíveis com aplicação de luz específica para destruir células afetadas pelo vírus sem comprometer os tecidos saudáveis ao redor. O tratamento busca agir diretamente nas áreas lesionadas de maneira mais precisa e menos agressiva do que procedimentos tradicionais.

Segundo os pesquisadores, os resultados obtidos até agora indicam redução significativa das lesões e eliminação do vírus em parte das pacientes analisadas durante os testes clínicos.

A terapia fotodinâmica funciona a partir da aplicação de um composto que se concentra nas células alteradas. Em seguida, a região recebe luz em frequência controlada, ativando a substância e provocando a destruição das células contaminadas.

Além de evitar procedimentos cirúrgicos mais invasivos, o método também pode representar uma alternativa com menor tempo de recuperação e menos impactos físicos e emocionais para as pacientes.

O avanço é visto como importante principalmente em países onde o HPV continua sendo uma das principais causas de câncer cervical entre mulheres.

A equipe liderada por Eva Gallegos segue ampliando os estudos para avaliar a eficácia do tratamento em diferentes estágios da infecção e aperfeiçoar a técnica para aplicação em larga escala no futuro.