O Ministério da Saúde atualizou nesta quarta-feira (25) o cenário da Mpox no país e confirmou 88 casos da doença em 2026. As ocorrências estão distribuídas em seis estados e no Distrito Federal.
São Paulo concentra o maior número de registros, com 62 confirmações. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com 15 casos, e Rondônia, com quatro.
Apesar dos números, não há registro de casos graves nem de mortes até o momento. De acordo com a pasta, a maior parte dos pacientes apresenta sintomas leves ou moderados.
A Mpox — anteriormente conhecida como varíola dos macacos — é uma zoonose viral causada pelo vírus do gênero Orthopoxvirus. Isso significa que pode ser transmitida de animais para humanos, além de circular entre pessoas.
Entre os principais sintomas estão erupções na pele, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, fraqueza e inchaço dos gânglios linfáticos. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, secreções respiratórias, objetos contaminados e também por meio de animais silvestres infectados.
Não existe um tratamento específico para a doença. Em alguns casos, pode ser indicado o uso do antiviral tecovirimat, mas, em geral, o quadro evolui para cura espontânea. O atendimento médico é voltado ao alívio dos sintomas e à prevenção de complicações.
Diferentemente de outras infecções virais, a principal estratégia contra a Mpox é a prevenção. O Ministério da Saúde orienta evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença.
A vacinação está recomendada apenas para públicos com maior risco de agravamento, como pessoas vivendo com HIV e aids com imunossupressão, profissionais de laboratório que manipulam o vírus e, em situações específicas, indivíduos expostos a casos confirmados.
Desde 2022, o Brasil já registrou mais de 14 mil notificações da doença, conforme dados do painel epidemiológico da pasta.
