Foi simples, foi profundo e foi transformador. No domingo (7), uma ação evangelística levou fé, Palavra e dignidade ao Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP 1), em Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Resultado? Dezoito internos decidiram descer às águas do batismo e virar a chave da própria história.
A iniciativa foi conduzida pela Universal nos Presídios (UNP) de Jundiaí, que entrou no hospital-prisão com um propósito claro: levar a Palavra de Deus onde quase ninguém quer ir, mas onde ela é mais necessária.
O HCTP 1 funciona como hospital e unidade prisional, atendendo pessoas consideradas inimputáveis ou semi-imputáveis pela Justiça, que cumprem medidas de segurança e recebem tratamento psiquiátrico. Um ambiente duro, de rotinas rígidas — e, ainda assim, fértil para recomeços.
Durante cerca de duas horas, os voluntários distribuíram Bíblias aos internos, além de café com lanches, panetones e aproximadamente 400 kits de higiene pessoal, com itens básicos como sabonete, papel higiênico, escova e creme dental. O básico bem-feito. O cuidado que fala mais alto que discursos.
Batismo: marco de virada
O ponto alto da tarde veio quando 18 internos decidiram se batizar, em uma cerimônia realizada dentro da própria unidade. Um gesto simbólico, antigo como a fé cristã, mas sempre atual: morrer para o passado e nascer para uma nova vida.
O momento foi acompanhado por voluntários e líderes religiosos, que reforçaram a espiritualidade como ferramenta real de ressocialização — não teoria de PowerPoint, mas prática de vida.
Segundo o pastor Ricardo Ribeiro, responsável pelo trabalho da UNP de Jundiaí, a tarde foi marcada por forte sensibilidade espiritual. A partir de um ensinamento bíblico do livro de Gênesis, os internos compreenderam que a transformação verdadeira começa pela obediência à Palavra de Deus.
A ação integra um programa contínuo de atividades religiosas em unidades prisionais, com foco em fé, acolhimento e reintegração social. Porque, no fim do dia, mudança de rota não começa com grades abertas, mas com a mente e o coração alinhados.
É isso: onde muitos veem fim de linha, a fé enxerga ponto de virada.
