A APAE de Franca segue fazendo o que muita gente promete, mas poucos entregam: cuidado de verdade, com método, constância e olho no olho.

Hoje, 116 pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) — entre crianças e adultos — recebem atendimento especializado na instituição. Não é volume, é precisão. Turmas pequenas, de quatro a seis alunos, garantindo aquilo que faz toda a diferença no jogo: atenção individualizada.

O atendimento acontece no Núcleo do Autismo, que funciona como uma escola de educação especializada, atendendo desde a Educação Infantil até o Ensino Fundamental (1º ao 5º ano). Aqui, o foco vai além do conteúdo — é sobre formar autonomia, desenvolver comunicação e destravar o potencial de cada aluno.

E não tem improviso. O modelo é integrado, com um time multiprofissional que entra em campo junto: psicologia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. É estratégia alinhada com execução — educação e saúde andando lado a lado.

Segundo a coordenadora pedagógica do núcleo, Ana Gabriele Derencio, o impacto é direto: os alunos avançam na interação social, ganham independência e evoluem no aprendizado. Na prática? Menos barreiras, mais possibilidades.

Ela reforça que o suporte especializado também ajuda a reduzir comportamentos desafiadores e fortalece habilidades individuais — um combo que melhora não só a vida dos estudantes, mas de toda a família. É qualidade de vida no sentido mais real da palavra.

Os encaminhamentos para o Núcleo do Autismo acontecem durante todo o ano, mas existe um ponto de atenção no radar: como as turmas são reduzidas, a disponibilidade de vagas é limitada. Traduzindo: demanda alta, capacidade controlada — pode haver fila de espera.

No fim das contas, é um trabalho silencioso, longe dos holofotes, mas que muda histórias todos os dias. Porque inclusão de verdade não é discurso — é prática, rotina e compromisso.