O goleiro Matt Freese, que vive o sonho de disputar sua primeira Copa do Mundo pela Seleção dos Estados Unidos, revelou que sua trajetória no futebol tem sido conduzida pela fé e pela fidelidade de Deus.

Em entrevista ao podcast Sports Spectrum, o atleta de 27 anos falou sobre sua caminhada espiritual e afirmou que o relacionamento com Deus tem sido sua principal base dentro e fora dos gramados.

“Eu sempre me lembro de que Deus está comigo”, declarou Matt.

Após a vitória dos Estados Unidos por 4 a 1 sobre o Paraguai, na sexta-feira (12), o goleiro entrou para a história ao se tornar o primeiro arqueiro em atividade na Major League Soccer (MLS) a ser titular em uma Copa do Mundo pela seleção norte-americana.

O momento, segundo ele, foi emocionante, mas também cercado de gratidão.

“Sempre tento manter o foco e não me deixar levar pela emoção. Mas alguns mentores me disseram para parar um instante e apreciar tudo aquilo. Quando olhei para cima, foi uma visão de tirar o fôlego”, contou.

Mesmo alcançando uma grande conquista, Matt afirmou que busca permanecer humilde e equilibrado.

“Gosto de manter tudo com calma, sem me empolgar demais nem me desanimar demais”, disse.

Uma carreira guiada pela fé

Ao lembrar sua trajetória, o goleiro destacou que sua fé em Jesus foi essencial para enfrentar os desafios e chegar ao maior palco do futebol mundial.

“Deus está olhando por mim e me protegendo. Essa é uma das principais maneiras pelas quais a fé me motivou e guiou minha carreira: Deus ter me dado tantas oportunidades”, afirmou.

Criado em uma família cristã e frequentando a igreja desde cedo, Matt contou que sua relação com Deus foi fortalecida ao longo dos anos.

Antes de chegar ao Mundial, a caminhada do atleta teve momentos difíceis. Formado em Economia e Ciência da Computação pela Universidade Harvard, ele iniciou a carreira profissional em 2019 pelo Philadelphia Union, mas enfrentou períodos com poucas oportunidades e a paralisação do futebol durante a pandemia.

Segundo o goleiro, essas fases serviram como aprendizado e amadurecimento.

“Aprendi muito sobre fracasso, sucesso, trabalho em equipe e perseverança. Acredito que Deus usou todas essas experiências para me ensinar lições importantes dentro e fora de campo”, testemunhou.

Identidade além do futebol

O capelão da Seleção dos Estados Unidos e do Philadelphia Union, Andy Young, destacou que Matt tem fortalecido sua identidade em Deus acima do reconhecimento esportivo.

“Tenho visto sua identidade se aprofundar em quem ele é como filho de Deus, e não apenas como jogador de futebol”, afirmou.

Segundo ele, essa transformação também despertou no atleta o desejo de influenciar outras pessoas.

“Ele desenvolveu um desejo genuíno de abençoar os outros, ser luz e compartilhar a mensagem de Jesus”, acrescentou.

Mesmo com a rotina intensa da Copa do Mundo, Matt continua participando de estudos bíblicos com companheiros de equipe e separa momentos para ler as Escrituras.

Para o goleiro, a maior vitória não está apenas no placar, mas em viver o propósito que acredita ter recebido de Deus.