A região de Franca entrou na rota de uma iniciativa que vai além de política pública — é presença onde antes só tinha silêncio. O ônibus do programa São Paulo Por Todas estacionou em Morro Agudo levando acolhimento, orientação e suporte direto a mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade.
A lógica aqui é simples e poderosa: se o serviço não chega, o serviço vai. Desde agosto de 2025, a unidade itinerante já percorreu cerca de 50 municípios paulistas, impactando mais de 9 mil pessoas. No interior, onde muitas cidades ainda operam com estrutura limitada, a chegada desse tipo de atendimento é praticamente uma virada de chave.
E os números contam uma história sem filtro. Em poucos meses, os atendimentos mensais saltaram de 657 para 1.815 — um crescimento de cerca de 176%. Traduzindo: a demanda existe, estava reprimida, e agora começa a aparecer.
Dentro do ônibus, nada de improviso. A estrutura é completa, com equipe multidisciplinar preparada para oferecer escuta qualificada, orientação psicológica e suporte jurídico. Depois do primeiro atendimento, as mulheres são encaminhadas para a rede de proteção — como delegacias especializadas, unidades de saúde e assistência social.
À frente da iniciativa, a secretária Adriana Liporoni resume o foco do projeto sem rodeios: levar o Estado até onde ele realmente faz falta.
Além do atendimento direto, o programa também atua na base — prevenção. Materiais informativos são distribuídos com orientações sobre direitos, canais de denúncia e medidas protetivas. É informação como ferramenta de defesa.
No fim do dia, o movimento é claro: menos distância, mais acesso. Porque, quando o cuidado chega perto, o ciclo da violência começa a perder espaço.
