O clássico “PF” — aquele almoço rápido do dia a dia — já está pesando mais no bolso. Um levantamento da Faculdade do Comércio de São Paulo aponta que o preço médio da refeição simples no Brasil chegou a R$ 30,27 no fim do primeiro trimestre.

Na prática, o impacto é direto: quem almoça fora todos os dias úteis pode gastar cerca de R$ 665,94 por mês. É o tipo de despesa silenciosa que vai corroendo o orçamento sem pedir licença.

O estudo foi conduzido pelo Núcleo de Estudos Econômicos da instituição, em parceria com associações comerciais, por meio do Índice Prato Feito (IPF) — um indicador que acompanha o custo da alimentação fora de casa com base em preços reais coletados em estabelecimentos.

Além da média, o levantamento traz outro dado estratégico: a mediana ficou em R$ 28,99, oferecendo uma leitura mais equilibrada do cenário ao reduzir distorções de valores muito altos ou muito baixos.

Segundo o economista Rodrigo Simões Galvão, responsável técnico pelo índice, o IPF ainda está em fase de consolidação, mas já funciona como um “termômetro de mercado”. Em outras palavras: não é o índice oficial de inflação, mas mostra bem a pressão no dia a dia.

E não é só o preço dos alimentos que entra na conta. O valor final do prato inclui uma cadeia inteira de custos — mão de obra, energia elétrica, aluguel, transporte, embalagens, tributos e logística. Resultado: mesmo quando alguns ingredientes ficam mais baratos, o preço na ponta nem sempre acompanha.

A própria instituição reforça que o IPF não substitui o IPCA, mas complementa a leitura sobre o custo de vida.

Resumo direto: o almoço fora virou item estratégico no orçamento. Quem não gerenciar, sente no fim do mês.