Conhecida como a Capital do Basquete, Franca também vem revelando talentos em outra importante vertente do esporte: o basquete em cadeira de rodas. Dois atletas da cidade têm chamado atenção em competições pelo Brasil e colecionado conquistas na modalidade.
O jovem Pedro Araújo Gomes, de 17 anos, foi convocado pela Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC) para integrar a seleção brasileira sub-23. Já André Cortez, de 39 anos, segue se destacando em torneios nacionais na categoria livre.
Os dois representam o projeto do Instituto Vida Ativa de Franca, que realiza treinamentos na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). Eles também fazem parte do Instituto Paradesporto, em Ribeirão Preto, onde treinam na Faculdade Moura Lacerda.
Pedro vive um momento especial na carreira. Campeão recente do Campeonato Brasileiro Sub-23, ele recebeu na última semana a convocação para a fase de treinamentos da seleção brasileira da categoria.
A preparação acontecerá entre os dias 10 e 24 de maio, em Patos de Minas, em Minas Gerais.
Competindo há cerca de um ano, Pedro contou que conheceu o basquete aos 12 anos, após praticar skate. Desde então, se apaixonou pela modalidade e nunca mais parou.
Nascido com mielomeningocele, uma má formação na coluna vertebral, o atleta afirma que jamais se impôs limites.
Já André Cortez carrega uma trajetória marcada por superação. Engenheiro de profissão, ele gostava de jogar futebol, mas após sofrer um acidente de trabalho passou a praticar o basquete em cadeira de rodas.
Desde então, construiu um currículo de respeito, com dois vice-campeonatos paulistas e um vice-campeonato brasileiro.
Além do desempenho em quadra, André também teve papel importante no crescimento de Pedro no esporte. Foi ele quem incentivou e levou o jovem para treinar em Ribeirão Preto.
Segundo André, Pedro também participou da viagem ao Rio de Janeiro para a disputa do Campeonato Brasileiro, onde chamou atenção de integrantes da CBBC e acabou sendo convocado para a seleção.
O avanço dos dois atletas reforça que Franca segue respirando basquete em todas as suas formas — nas quadras tradicionais e também nas rodas que movem sonhos.
