Uma cena fora do script, daquelas que ninguém planeja — mas que, segundo quem viveu, carrega cheiro de eternidade. Na última semana, o evangelista João Basques, ligado ao movimento Parousia, protagonizou um momento inesperado em uma praça da comunidade Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte.

Reprodução via Instagram @joaobasques

Acostumado a liderar cultos em uma pequena casa no beco da comunidade — quase um “QG espiritual” —, João sentiu que aquele espaço já não comportava mais o que estava acontecendo. Segundo ele, era hora de romper as paredes.

E rompeu.

Na mesma noite, uma festa secular acontecia na praça. Música, aglomeração, rotina. Mas o plano mudou no meio do caminho.

“Estamos em chamas. Aquela pequena sala já não está conseguindo nos conter. Sentimos que deveríamos ir para a praça”, relatou o evangelista nas redes sociais.

Sem palco, sem estrutura e sem aviso prévio, ele começou ali mesmo: louvor na rua, voz levantada no meio do barulho. Aos poucos, jovens que estavam na festa foram se aproximando. Curiosidade virou atenção. Atenção virou silêncio.

E silêncio, ali, virou terreno fértil.

João compartilhou a mensagem baseada na passagem da mulher samaritana — aquele encontro improvável descrito no Evangelho de João, capítulo 4. Gente que não estava procurando nada… sendo encontrada.

“Assim como ela não buscava Jesus, mas foi encontrada por Ele, aquelas pessoas também não estavam procurando. Mas o amor de Deus estava ali”, disse.

O clima mudou. E quem estava presente sentiu.

Em meio à ministração, o evangelista afirmou ter recebido revelações específicas sobre a vida de algumas jovens no local. Segundo ele, ao compartilhar essas palavras, o ambiente foi profundamente tocado.

“Eu obedeci na hora. O Céu tocou aquele lugar. Elas foram marcadas ali”, contou.

Sem roteiro, sem marketing, sem filtro — só presença e intensidade. Para João, o que aconteceu naquela praça não foi apenas uma ação evangelística, mas um retrato vivo do que muitos chamam de avivamento.

“O poder de Deus é real. Estamos vivendo histórias que antes só líamos em livros”, declarou.

No fim das contas, a festa até começou de um jeito… mas terminou com outro significado. E, para quem estava lá, ficou a sensação de que, às vezes, o improvável é só o começo de algo maior.