Na última terça-feira, 31 de março, o que aconteceu no bairro Jardim Ipanema, em Franca, foi muito mais do que um encontro — foi um daqueles momentos em que a escuta, o acolhimento e a informação se entrelaçam e acendem novas possibilidades de futuro.

O Grupo Mulheres do Brasil, por meio do seu Comitê de Políticas Públicas, levou à Associação Casa Sandríssima mais uma edição do projeto “Seu Voto, Sua Voz”, criando um espaço seguro onde 17 mulheres puderam refletir sobre seus direitos, sua força e o lugar que ocupam — e podem ocupar — na sociedade.

A Casa Sandríssima, que desde 2021 acolhe mulheres e adolescentes em situação de vulnerabilidade, é um exemplo vivo de resistência e solidariedade. Mantida com esforço próprio, floresce a partir das mãos e da dedicação das próprias mulheres que ali encontram não só capacitação, mas também pertencimento.

Sobre o projeto
O projeto “Seu Voto, Sua Voz” é voltado à promoção da educação cidadã e ao fortalecimento da participação feminina na política. A iniciativa do Comitê de Políticas Públicas promove rodas de conversa sobre cidadania, política e participação social, abordando temas como o funcionamento dos três poderes da República, a importância do voto como instrumento de transformação social e o impacto direto das decisões políticas no cotidiano da população.

Durante a roda de conversa, assuntos que muitas vezes parecem distantes ganharam significado real. Mais do que aprender, as participantes passaram a se reconhecer como parte ativa das decisões que moldam suas vidas.

Um dos momentos mais marcantes foi o relato de uma jovem de 22 anos, mãe de dois filhos, que ainda não possuía título de eleitor. Entre palavras tímidas e um olhar cheio de esperança, ela compartilhou sua decisão de regularizar sua situação para votar no próximo pleito — um gesto simples, mas carregado de significado.

A iniciativa também destacou o movimento “Pula pra 50”, que incentiva o voto em mulheres como forma de ampliar o protagonismo feminino na política e nos espaços de poder e decisão. Porque quando uma mulher avança, ela não caminha sozinha — ela abre caminhos.

Entre histórias compartilhadas, aprendizados e emoções, ficou evidente: informação transforma, mas é o encontro que fortalece. E é assim, passo a passo, conversa a conversa, que se constrói uma sociedade mais justa, consciente e verdadeiramente participativa.