A Páscoa deve aquecer com força o comércio de Franca em 2026. A estimativa do Instituto de Economia da ACIF aponta uma movimentação de até R$ 37,8 milhões impulsionada principalmente pela venda de chocolates e produtos típicos da data.
O grosso desse volume está concentrado em supermercados, mercados e mercearias, que devem responder por cerca de R$ 22,6 milhões. Na sequência, a produção artesanal — que inclui ovos de Páscoa, bombons e kits personalizados — deve movimentar R$ 8,3 milhões, enquanto lojas especializadas completam o cenário com expectativa de R$ 6,8 milhões em vendas.
Um dos motores desse crescimento é a força dos pequenos negócios. Dados da Receita Federal do Brasil mostram que a cidade conta com mais de 430 microempreendedores individuais atuando na fabricação e comercialização de chocolates artesanais, reforçando o peso da economia criativa local.
Segundo o economista Rodrigo Souza, o cenário positivo está diretamente ligado ao momento econômico da cidade. “A manutenção de bons níveis de emprego formal e o avanço da massa salarial, com reajustes acima da inflação, elevam a confiança do consumidor, especialmente na semana que antecede a data”, destaca.
A projeção leva em conta fatores como o número de pessoas economicamente ativas, o preço médio dos produtos e o potencial de consumo das famílias. Já os dados sobre os microempreendedores foram baseados em informações do Portal do Empreendedor.
No fim, o recado é claro: chocolate virou indicador econômico — e, em Franca, a Páscoa promete ser doce também no caixa.
