Com o avanço acelerado dos carros elétricos e híbridos no Brasil, o Corpo de Bombeiros de São Paulo decidiu apertar o cerco na segurança — porque inovação sem controle é risco na certa.
A corporação atualizou as regras para instalação de pontos de recarga em prédios, dentro das Instruções Técnicas (IT) 41, que tratam da prevenção contra incêndios. O novo texto, que já inclui os sistemas de alimentação de veículos elétricos (Save), foi publicado nesta terça-feira (17) no Diário Oficial do Estado.
Antes de bater o martelo, o órgão abriu consulta pública e passou um pente-fino nas sugestões. O que entrou no documento final? Só o que conversa com a estratégia de segurança — sem improviso, sem achismo.
Na prática, o recado é simples: não dá pra sair instalando carregador como se fosse tomada comum. Segundo o major Nelson Duarte, é obrigatório seguir normas técnicas já existentes, com aterramento correto e alimentação elétrica exclusiva. Traduzindo: cada ponto precisa de estrutura própria, nada de gambiarra.
Outra mudança importante é a exigência de botões de desligamento individuais para cada carregador, conectados à central de alarme, além de comandos extras em locais estratégicos, como saídas de emergência. Soma-se a isso sinalização adequada e um documento técnico assinado por profissional habilitado — aquele “ok” que separa o seguro do improvisado.
A capitão Karoline Burunsizian foi direta: as medidas são preventivas. Não eliminam totalmente os riscos — porque incêndio é sempre um jogo de múltiplas variáveis —, mas reduzem drasticamente as chances de problema.
No fim das contas, o recado do Corpo de Bombeiros é quase um mantra: tecnologia nova exige responsabilidade antiga. Se seguir norma, funciona. Se cortar caminho, o risco cobra a conta.
