Foi no detalhe. No limite. No jogo grande que não perdoa erro. O Flamengo lutou até o último suspiro, mas acabou superado pelo Paris Saint-Germain nas cobranças de pênaltis e ficou com o vice-campeonato da Copa Intercontinental de Clubes da Fifa. A decisão aconteceu nesta quarta-feira (17), em Doha, no Qatar.
No tempo normal — e também na prorrogação — o placar ficou em 1 a 1. Nos pênaltis, porém, brilhou a estrela do goleiro Safonov, que defendeu quatro cobranças rubro-negras e virou o jogo para o lado francês.
O PSG abriu o placar aos 37 minutos do primeiro tempo. Após cruzamento de Doué, o goleiro Rossi afastou mal e a bola sobrou limpa para Kvaratskhelia, que não desperdiçou e colocou os europeus em vantagem.
O Flamengo respondeu no segundo tempo, com maturidade e sangue frio. Aos 21 minutos, Arrascaeta sofreu pênalti de Marquinhos. Jorginho foi para a bola e bateu firme, no alto, sem chances para o goleiro, deixando tudo igual.
O zagueiro brasileiro do PSG ainda teve a chance de redenção nos acréscimos, mas desperdiçou um chute cara a cara com o gol, mantendo o empate e levando a decisão para a prorrogação.
O cenário não mudou no tempo extra. Cansaço, tensão e estratégia travaram o jogo. A taça, então, foi decidida na marca da cal.
Nas penalidades, o Flamengo esbarrou numa noite inspirada de Safonov. Saúl, Pedro, Léo Pereira e Luiz Araújo pararam no goleiro francês. Do lado do PSG, nem mesmo o erro de Dembélé — eleito o melhor jogador do mundo em 2025 — foi suficiente para manter o Rubro-Negro vivo na disputa.
Fim de jogo, fim de sonho. O PSG levanta a taça. O Flamengo sai de cabeça erguida, mas amarga mais um vice em decisões mundiais. Futebol é isso: entrega máxima, margem mínima e um detalhe que decide tudo.
