Há histórias que aquecem o coração porque provam, com brilho nos olhos e inteligência pulsando, que o futuro pode ser mais limpo, sustentável e cheio de propósito. Foi exatamente isso que o Projeto Symbiose Negra, criado no interior de São Paulo, levou para a etapa nacional da Olimpíada GLOBE Brasil, realizada no Rio Grande do Norte: uma combinação emocionante de inovação, simplicidade e amor pela ciência.
Sob orientação do professor Irineu Zulato e com autoria da jovem pesquisadora Kemily Patrícia Lira, o projeto investiga o uso de fungos melanizados como filtros vivos capazes de purificar o ar enquanto geram microenergia. Uma solução acessível, inteligente e extremamente promissora, especialmente para grandes centros urbanos que lutam contra a poluição.
A pesquisa foi desenvolvida em duas etapas, testando diferentes condições de luz, CO₂ e ambientes poluídos. O resultado encantou: crescimento acelerado dos fungos, retenção de partículas, redução de odores e até produção elétrica — média de 399 milivolts. Sim, a natureza é poderosa quando encontra mentes curiosas que acreditam nela.
O professor Irineu resume com orgulho:
“Tecnologia acessível, funcional e transformadora. Fungos melanizados podem atuar como filtros vivos e ajudar a gerar energia onde falta recurso.”
E Kemily traduz tudo em sentimento: “Nosso propósito é simples e gigante ao mesmo tempo: respirar um futuro mais limpo.”
A etapa nacional reuniu equipes de 11 estados e promoveu vivências reais em ambientes como manguezais, estuários e salineiras potiguares, conectando laboratório e mundo com a beleza da ciência aplicada.
Durante a Feira Nacional GLOBE, o Symbiose Negra recebeu premiação por sua inovação, impacto socioambiental e proposta sustentável de baixo custo — um reconhecimento que enche de orgulho quem acredita que ciência também nasceu para cuidar.
A coordenadora nacional da Olimpíada, professora Mariana Almeida (UFRN), destacou o encanto do projeto:
“Quando uma escola transforma conhecimento em tecnologia que protege o planeta, temos o verdadeiro sentido da educação.”
O Programa GLOBE Brasil, em parceria com importantes instituições científicas do país, promoveu uma edição gratuita, inclusiva e inspiradora.
E a equipe paulista volta para casa com a certeza de que a biotecnologia ambiental pode nascer dentro da escola e mudar o mundo lá fora.
Porque quando a ciência floresce com propósito, todos nós respiramos esperança.
