A lupa do sistema financeiro ficou ainda mais afiada. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) anunciou um novo pacote de regras que promete fechar o cerco contra contas bancárias utilizadas em esquemas ilícitos — das famosas contas “laranjas” às totalmente “frias”, além daquelas a serviço de apostas ilegais que têm movimentado bilhões no país.

Esses dois tipos de contas estão no centro do problema:
🔸 Laranjas — abertas com dados reais, mas operadas por terceiros para esconder dinheiro sujo.
🔸 Frias — criadas com informações falsas ou sem o conhecimento do suposto titular.

Com a implementação das novas diretrizes, que entram em vigor nos próximos dias, os bancos serão obrigados a reforçar a identificação dessas irregularidades e a encerrar imediatamente contas comprovadamente fraudulentas. Qualquer caso detectado deverá ser comunicado ao Banco Central — e as instituições poderão trocar informações entre si para impedir que os golpistas apenas migrem de um banco para outro.

Entre as novas exigências estão:
✅ Políticas específicas para análise e bloqueio de contas suspeitas
✅ Comunicação formal ao titular após o encerramento da conta
✅ Monitoramento contínuo e auditoria da própria Febraban
✅ Integração entre jurídico, ouvidoria e equipes de prevenção à lavagem de dinheiro

E tem mais: quem não cumprir o combinado poderá enfrentar desde advertências até a exclusão do sistema de autorregulação bancária — um baita prejuízo reputacional no setor.

A medida se soma a ações já coordenadas pelo Banco Central e pelo Governo Federal para desidratar o caixa do crime organizado, enfraquecer esquemas de lavagem de dinheiro e limitar o uso de contas bancárias como correia de transmissão das apostas ilegais.

💬 Na prática?
A festa para fraudadores está prestes a acabar — e o setor bancário manda o recado: tolerância zero com quem tenta burlar as regras.