Em Franca, a jovem estudante Kemily Patrícia Lira mostra que a ciência pode ser enxergada além do óbvio e transformar desafios em soluções sustentáveis. Com apenas a curiosidade aguçada, dedicação e muita criatividade, ela desenvolveu o projeto Symbiose Negra, uma iniciativa científica inovadora que une tecnologia, biologia e propósito.
Sob orientação do professor Irineu Zulato, a pesquisa foi realizada na Escola Estadual Mário D’Elia, onde Kemily criou um protótipo simulando condições reais de poluição. O cultivo foi feito em gelatina com açúcar e, após cinco dias, parte foi exposta à luz UV-A enquanto outra parte permaneceu no escuro, simulando os efeitos da poluição. Para o experimento, foram utilizados dióxido de carbono e amônia, e através de indicadores naturais foi possível comprovar que o protótipo realmente absorvia os poluentes.
O estudo investigou os chamados fungos melanizados, conhecidos por sobreviverem até em ambientes radioativos. Os resultados foram surpreendentes: eles crescem mais rápido com luz UV-A, absorvem gases poluentes e ainda podem gerar microcorrentes elétricas. Tudo isso com materiais simples e acessíveis, como gelatina, papel filme e o fungo do pão.
O Symbiose Negra propõe a criação de biofiltros vivos, capazes de purificar o ar urbano e, ao mesmo tempo, gerar energia limpa para pequenos dispositivos. Uma ideia ousada, sustentável e replicável, que pode abrir caminhos para cidades mais limpas e resilientes.
O feito de Kemily não é apenas uma descoberta científica, mas também um exemplo inspirador de como a juventude pode assumir o protagonismo na construção de soluções para os grandes problemas da humanidade.
Parabéns, Kemily Lira, por representar com tanto brilho o futuro da ciência, e ao professor Irineu Zulato, pelo apoio essencial nessa jornada de descobertas. Uma conquista que orgulha a educação, valoriza a pesquisa e renova nossa esperança em um mundo mais sustentável.

Foto do protótipo
Veja mais no video https://youtu.be/_Fj1QqHDVk0?si=L5OCfghBFu1nKaRP
