O dia 5 de julho se consolida como uma data ruim para o futebol brasileiro. Além da histórica e traumática eliminação na Copa de 1982, o torcedor agora amarga mais uma despedida precoce. A Seleção Brasileira foi eliminada nas oitavas de final após a derrota por 2 a 1, em Nova Jersey (Estados Unidos), adiando novamente o sonho do hexacampeonato.

Tabus Históricos e o Maior Jejum da História

A queda no Mundial mantém marcas incômodas para a Amarelinha:

  • Freguesia Europeia: Há 24 anos o Brasil não vence uma seleção da Europa em partidas eliminatórias de Copa do Mundo — a última vitória foi o 2 a 0 contra a Alemanha na final de 2002.
  • O Carrasco Invicto: O Brasil segue sem nunca ter vencido o adversário em toda a história (agora são três derrotas e dois empates).
  • Pior Campanha em 36 anos: Esta é a pior participação brasileira desde a Copa de 1990, quando também caiu nas oitavas de final.
  • O Maior Jejum: Até a próxima Copa, em 2030, a Seleção Canarinho completará 28 anos sem títulos, o maior período de seca desde a primeira conquista, em 1958.

O Jogo: Falta de Efetividade e Erros Cruciais

Mudanças e Chances Desperdiçadas no 1º Tempo

O técnico Carlo Ancelotti escalou Gabriel Martinelli na vaga de Lucas Paquetá, lesionado na coxa esquerda.

O Brasil começou acuado e levou um susto logo no início com um gol adversário anulado por impedimento. A grande chance de reação veio aos nove minutos: Matheus Cunha sofreu pênalti, mas Bruno Guimarães desperdiçou a cobrança, parando na defesa do goleiro.

A Seleção até conseguiu fechar bem os espaços na defesa e criar jogadas de velocidade, mas pecou no preciosismo:

  • Matheus Cunha prendeu a bola em um contra-ataque promissor e perdeu a jogada, ignorando Vinícius Júnior que estava livre.
  • Gabriel Martinelli e Vinícius Júnior pararam em grandes defesas do goleiro rival em finalizações perigosas.
  • Danilo furou uma chance clara dentro da área após rebote.
  • O goleiro Alisson ainda precisou salvar o Brasil nos acréscimos da primeira etapa após falha defensiva.

Substituições e o Castigo na Etapa Final

Buscando maior efetividade, Ancelotti promoveu mudanças no segundo tempo. Endrick entrou no lugar de Matheus Cunha, mas desperdiçou uma chance cara a cara aos 13 minutos. Pouco depois, Rayan e Bruno Guimarães pararam novamente no goleiro adversário.

Aos 22 minutos, Neymar e Danilo Santos foram a campo nas vagas de Rayan e Martinelli. Mais tarde, Ederson substituiu Bruno Guimarães.

O castigo pelos gols perdidos veio no fim: a defesa brasileira bateu cabeça e o Brasil sofreu dois gols em sequência (aos 34 e aos 44 minutos) em jogadas aéreas e de contra-ataque. No último lance dos acréscimos, Casemiro sofreu um novo pênalti. Neymar cobrou e converteu, decretando o placar final e marcando aquele que pode ter sido o seu último gol em Copas do Mundo.